A instrumentação ideológica do racismo

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Após um lamentável episódio na USP, no qual integrantes do Movimento Negro invadem uma aula para falar sobre Cotas, gerando uma confusão absolutamente desnecessária e vergonhosa, o Instituto Mises Brasil — sempre atento às causas que ferem as liberdades individuais –, na pessoa de meu amigo Bruno Garschagen, me convidou a dar uma entrevista para o seu prestigiado Podcast, após minha reação ao caso no Facebook.

Ouçam!

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http://www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=374

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Sobre esperandoasmusas


2 respostas para “A instrumentação ideológica do racismo

  • Tobias Botelho

    Que há preconceito e descriminação em nosso país motivado pelas peles diferentes, não há dúvida. Porém, essa não é uma questão política. É uma questão moral.
    A luta dos movimentos racialistas por privilégios àqueles que se identificam como fenotipicamente negros é ideológica, como bem cita o antropólogo Demetrio Magnoli, já que a missigenação prevalecente no Brasil impede o consenso das categorias de “raças”.
    Prova disso é a prova estatística de que cotas sociais seriam suficientes para incluir uma maior parcela de negros nas universidades sem a necessidade de discriminação de brancos, nordestinos e asiáticos que vivem em situação de pobreza.
    Um dos vários argumentos utilizados (inclusive no vídeo que culminou no comentário que proporcionou o convite para essa entrevista) é que “o pais dos alunos brancos pagou escolas boas e por isso é imoral deixar que os negros compitam com eles em iguais circunstâncias para uma vaga”. Isso é um claro apelo ao paternalismo Estatal. Esse fenômeno, travestido de política afirmativa, ocorre nos Estados Unidos desde a décadas de 70. Seu resultado foi desastroso para a comunidade negra americana, que era mais unida e próspera antes dessas políticas. Resultado: a amputação do enriquecimento de toda a comunidade negra americana e a utilização dessas políticas afirmativas por negros em condições de riqueza muito superiores ao público alvo primordial dessas políticas. Os intelectuais negros americanos, como Thomas Swoell e Walter Willians (este nascido dentro da política da gota de sangue única) são incisivos na reprovação dessas políticas em detrimento da melhoria do ensino público.
    O que, aliás, faz mais sentido quando se compara os “paternalismos”. O paternalismo euro-descendente oferece educação de qualidade aos seus dependentes. Logo, a reivindicação justa dos movimentos raciais seria uma educação pública de qualidade. E todos sabendo porquê isso não acontece. E, sabendo isso, sabemos também que não serão leis raciais que mudará alguma coisa na vida dos negros no Brasil.
    Não é a política que tem de ser afirmativa, e sim a reforma moral.
    Os brasileiros precisam aprender a se enxergarem como iguais, como semelhantes, como irmãos. E, querendo ou não, viver num país onde mais da metade das pessoas se consideram sem raça, ajuda e muito a construção dessa nova moral.

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